quarta-feira, 4 de junho de 2014

O Jardim

Olhando pela janela da sala (e não estou a falar da televisão) vejo que tenho o jardim cheio de ervas daninhas (e não me refiro aos políticos nem aos grandes empresários); os arbustos têm imensos ramos mortos a tirarem força aos novos (e isto não quer dizer que há por aí muita gente que não faz nada a ocupar o lugar de quem realmente trabalha); as árvores estão a morrer à sede (e não falo da má distribuição do dinheiro); os frutos estão a cair (e não digo que há cada vez mais desempregados); o poço está a ruir (e isto não tem nada a ver com o sistema de ensino completamente ultrapassado); o muro está a desabar (nunca falei em presidente ineficaz!); o portão está partido (partido?); há lixo por todo o lado (eia, esta foi forte).
Enfim, não quero com isto fazer metáforas.
O que quero realmente dizer é que o meu jardim precisa de uma intervenção de fundo. Mas não tenho dinheiro para o jardineiro. Por isso, vou eu mesmo cuidar dele, com a ajuda de quem me quiser dar uma mãozinha.
No fim, faremos um belo lanche à sombra daquela macieira velha (e com isto quero dizer que há remédio!).



Publicado no jornal O Riachense a 4 de Junho de 2014

Sem comentários:

Enviar um comentário