segunda-feira, 10 de março de 2014

Formiga Rabiga e a Pobre Rapariga

Certo dia, o Coelhinho Branco foi à horta buscar couves para fazer um caldinho e quando de lá voltou encontrou a porta fechada. «Ora esta!», pensou o Coelhinho, e bateu à porta.
— Quem está aí? — perguntaram de dentro.
— Isso pergunto eu, a casa é minha! — respondeu o Coelhinho já a começar a ficar com os azeites.
— Eu sou a Cabra Cabrês que te salto em cima e te faço em três! — disse a Cabra toda fanfarrona.
— Ah não, hoje não, é muito tarde e a Rainha está à espera, tenha paciência! — exclamou o Coelhinho Branco enquanto agitava freneticamente o seu relógio — Ou sai imediatamente ou eu chamo a Formiga Rabiga que lhe trepa pelas pernas e lhe fura a barriga!
Nesse momento, surge Maria Alice a correr muito atrapalhada mas decidida.
— Não é preciso Senhor Coelho, eu estou aqui e vou ajudá-lo. Dê-me só um bocadinho da sua couve e vai ver que resolvo o problema num instante!
O Coelhinho Branco olhou Maria Alice de esguelha mas lá a deixou arrancar uma folha à couve. Maria Alice trincou um pedaço e mastigou.
— Um pouco rija... — disse Maria Alice e enfiou o resto da folha de couve na boca. Mastigou, mastigou e mastigou ruidosamente até que, depois de uma pequena pausa, engoliu a couve. A Cabra Cabrês que olhava com grande atenção através do buraco da fechadura deu um grande trambolhão e desatou a rir a bandeiras despregadas.
— Tu realmente não serves para nada! — resmungou o Coelhinho Branco.


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